Aos que perderam a fé, aos que nunca a tiveram e aos que a vão descobrir ainda.
Gostava de ter visto a tua cara quando viste que lá tinhas estado o tempo todo. Tenho a certeza de que nunca te vi tão claramente como naquele dia em Estocolmo. Tomaste os teus comprimidos para acabar com o medo e acabei com medo de ti. Transfiguraste-te tão lentamente como o mundo gira sobre si mesmo. Por mais que tentasse ficar a ver-te mudar, só conseguia magoar os olhos. Olhava mas não via. Acabaste por compensar o frio com um calor mentiroso, pelo menos aos meus olhos e aos dos outros.
Vão tratar-te com condescendência e paternalismo e não vais compreender porquê. E vais correr para a tua melhor amiga, para o teu quarto ou para o que quer que seja o teu coito e chorar como a menina que és.
Não percebes e vais continuar sem perceber. Porque podia ter sido pior e porque acabaste morta. E, assim como assim, já estás morta desde 2005.
Não, não foi em 1987.
Pois parece.
29.3.07
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1 comentários:
tell me something, tell me something i don't know.
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