28.5.07

Objectivo zero

Espero muito ver-te amanhã e espero que o impossível aconteça. Se te esqueceres do que eu combinei contigo sem saberes, ficarei triste. Nunca perceberás porquê – como eu não perceberei outros “porquês” – mas da minha boca não ouvirás palavra.

Perdi o jogo no exacto momento em que pensei “se calhar, perdi-o”. Fica a ironia e aquele sorriso estúpido de quem acha que tinha razão enquanto deseja ardentemente nunca a ter tido. Talvez devesse alhear-me de quase tudo e lembrar-me de que sou tão inteligente quanto poderia ser, tão bonito quanto poderia ser, tão etc. quanto poderia ser.

Resta-me fazer figas, pedir ajuda divina ou enfiar-me no casino e simular a felicidade. Não pode ser assim tão difícil. Não é.

2 comentários:

M.R. disse...

And all we have to do is to expect low.

Bai Ling disse...

No trilho do tempo, tudo acaba por se transformar no irremediável.