9.7.07

O novo mundo

És tão igual a tudo. Não há um dia que passe sem me lembrar disto. É relativamente angustiante - como tudo, aparentemente - e de difícil análise, mas vai funcionando assim. Não passa um dia.

Esperas e queimas-te como os outros. Andas sem perceber que não sais do mesmo sítio. És polícia e ladrão ao mesmo tempo, persegues a tua própria cauda. A tua presunção irrita-me de uma forma que não consigo materializar em palavras (ou será esta a materialização de que precisava?).

Ah, como és igual à imagem que vês no espelho. Sim, observas o comum como se descobrisses novos mundos a cada momento e ficas contente com a descoberta.

És tão ignorante como os outros e, ainda que penses o contrário, tens tão pouca noção disso como eles. És o contrário do que advogas.

1 comentários:

M.R. disse...

Isto parece-me um recado encriptado. Aparentemente para ti mesmo mas por segundos quase também servia para uma qualquer outra pessoa...