10.5.08

Terminal de autocarros

A última vez que reparei tinha deixado de pensar. Foi como se, de repente, os avisos de sempre finalmente servissem de alguma coisa.

Ainda me lembro bem do momento: estava a pensar em qualquer coisa e começaram a faltar-me as ideias (como quando, para escrever ou falar, faltam as palavras), uma a uma, e fugiram. “Olha o cigarro numa manhã fria a fugir! Olha o traço contínuo ideal para alguém se agarrar a desaparecer! Olha os meus dias bons!”

Ficou só isto, a forma. Ficaram anos e anos de aprendizagem. O conteúdo, esse, acabou.

1 comentários:

M.R. disse...

: )