A última vez que reparei tinha deixado de pensar. Foi como se, de repente, os avisos de sempre finalmente servissem de alguma coisa.
Ainda me lembro bem do momento: estava a pensar em qualquer coisa e começaram a faltar-me as ideias (como quando, para escrever ou falar, faltam as palavras), uma a uma, e fugiram. “Olha o cigarro numa manhã fria a fugir! Olha o traço contínuo ideal para alguém se agarrar a desaparecer! Olha os meus dias bons!”
Ficou só isto, a forma. Ficaram anos e anos de aprendizagem. O conteúdo, esse, acabou.
10.5.08
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